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PORQUE MENINAS BOAS ESCOLHEM MENINOS MAUS

PORQUE MENINAS BOAS ESCOLHEM MENINOS MAUS

*Joanne Truner

Raramente ouve-se a palavra “vício” sendo usada para descrever algo que faz bem. Quase sempre, ela refere-se a substâncias perigosas como drogas, álcool ou cigarro.

Bem, meu vício eram os homens. E não qualquer homem: quanto mais tatuados, mais piercings e estranhos, melhor. Eu gostava de homens com quem nunca poderia me casar, com quem nunca deixaria uma criança desacompanhada (ou qualquer pessoa). Quanto mais esdruxulamente diferentes de mim, melhor. Eu era a “boa moça” de provérbios, atraída por “meninos maus”. Como todos os vícios, esse começou devagar. Nem todos os rapazes com quem namorei se encaixavam no perfil de “menino mau”, mas quanto mais velha eu ficava e mais distante estava de me casar com alguém, ficou ainda mais difícil encontrar o homem ideal. 

 

Cresci num lar cristão relativamente conservador, onde meus pais mantinham um casamento muito feliz. Fui ensinada a evitar o uso de álcool, cigarros, brincos excessivos e festas muito badaladas. Freqüentei a igreja fervorosamente e orava regularmente. Mesmo assim, era viciada em homens que não combinavam em nada comigo.

 

Meu vício era tão forte que não conseguia combatê-lo fisicamente por mim mesma. Cheguei ao ponto de sempre namorar o “Sr. Errado”, e nunca conseguir me apaixonar por bons rapazes, por mais que eu tentasse. Eles me pareciam muito entediantes, me proporcionariam muita segurança, e estavam muito perto do que eu gostaria que fossem, o que os tornava amedrontadores.

 

 

 

 

 

 

Decidi que se não fizesse algo drástico com minha vida, eu ficaria presa na rotina de namorar o Sr. Tatuagem Piercing para o resto da minha vida, e terminaria casando com um traficante de drogas e alcoólatra, que fumava sem parar.

 

 

 

Medidas Drásticas

 

 

A única ideia “drástica” que me ocorreu foi a de mudar para um país a 11.000 quilômetros de distância onde havia um número limitado de meninos maus disponíveis. Decidi pedir demissão de meu trabalho relativamente lucrativo e seguro, e servir como missionária na Coréia do Sul.

 

Depois do choque ao chegar em um lugar cuja cultura é completamente diferente, tive tempo suficiente para fazer uma auto-análise. Aquela foi uma mudança decisiva, amedrontadora e extremamente importante para que eu vencesse o vício. Eu queria entender porque me sentia tão atraída por homens que não eram ideais para mim.

 

 

Durante esse período, orei muito. Fiz um diário de oração e lá escrevi muitas reclamações de saudade do meu antigo lar, minhas frustrações e minhas fraquezas perante o Senhor. Ao passar pelos problemas com Ele, aprendi muito sobre mim.

 

 

A primeira coisa que descobri é que eu era medrosa. Estava com um medo terrível de encontrar o Sr. Certo, e de perceber que eu era a Sra. Errada. Esse medo estava me empurrando para relacionamentos superficiais, com homens com quem eu sabia que jamais casaria. Se não me apegasse muito, também não me machucaria muito caso desse errado.

 

 

A segunda coisa que percebi foi que, no fim das contas, eu não era a “boa moça”. Eu tinha uma longa lista de outros vícios, que consegui me convencer não serem tão maus. Ao namorar “meninos maus”, me sentia superior a eles nos aspectos religiosos e morais. No entanto, eu estava sendo qualquer coisa, menos moralista naquele momento de minha vida.

 

Também aprendi que Deus é capaz de perdoar e esquecer o seu passado. Deus não lhe pede que mude seus vícios; Ele os transforma. O Senhor toma os nossos desejos impuros quando o enfoque é Ele.

 

Lentamente, percebi que finalmente estava pronta para me relacionar com um bom rapaz. Queria namorar alguém a quem eu pudesse levar para casa e que pudesse conhecer meu pais; alguém com que eu gostaria de ter meus filhos. Comecei a desejar ter um relacionamento seguro, e ser amada por quem eu era. Eu não sentia mais medo. Deus me ensinou lições maravilhosas sobre a Sua graça. Ele me ensinou a confiar nEle e a deixar que Ele encontrasse a pessoa com quem eu deveria namorar.

 

Conheci uma mulher que me deu um excelente conselho: ela me disse que tinha uma lista, onde escreveu as qualidades que gostaria de encontrar em um homem, e que não namoraria ninguém que não se encaixasse em todos os requisitos da lista. Depois de ponderar a respeito dessa ideia, peguei uma caneta e um papel e comecei a escrever a minha lista. Então, orei por tudo aquilo, relatei sobre o que havia feito em meu diário, e rapidamente esqueci o que havia acontecido.

De onde você veio?

 

Oito meses depois de ter deixado minha vida antiga, conheci um bom rapaz. Ele era engraçado, inteligente, bonito, e muito cristão. Eu estava muito interessada por ele, mas todos os medos e dúvidas do passado começaram a me atormentar novamente. Fiquei muito temerosa. E se descobrisse sobre meu passado e decidisse que eu não era boa o suficiente para ele?

 

Eventualmente, tivemos uma conversa franca, e eu disse que adoraria namorar com ele, mas gostaria que soubesse que nem sempre fui a “boa moça” que aparentava ser. Estava pronta e desejava compartilhar com ele todos os segredos mais profundos e escuros do meu passado, e até enfrentar a rejeição que estava por vir.

 

Então, Deus me mostrou a Sua graça através desse bom rapaz. Ele me disse que o que eu havia feito no meu passado não tinha importância, pois Deus havia me perdoado. Assim, ele me amaria de qualquer maneira. Claro, que ao ouvir isso, eu chorei. Não conseguia acreditar que um ser humano pudesse mostrar tanto perdão.

 

Como ele imaginou que eu não fosse acreditar no que acabara de ouvir, pegou um avião e veio até mim para me dizer face a face que, o que eu havia feito não tinha a menor importância, porque ele tinha escolhido estar ao meu lado. Cinco meses depois fui pedida em casamento, e tive um final feliz com o meu bom rapaz. Algum tempo depois, achei minha antiga lista. Ao reler o que eu desejava encontrar em um homem, percebi que miraculosamente, meu marido se encaixava em cada uma das exigências.

 

Estamos casados há 2 anos, e todas as manhãs me levanto e agradeço a Deus pelo milagre que é meu esposo. É maravilhoso perceber a rapidez com que aprendi a apreciar seu amor incondicional, e aterrorizante olhar para trás e lembrar das pessoas com quem eu poderia ter me casado. Agora, tenho tudo que sempre sonhei. Acabar com meu vício por “meninos maus” foi um longo e doloroso processo, que demandou muita oração e auto-avaliação, mas as recompensas têm sido tremendas.

 

Se você sente que tem um vício por homens que não são ideais, que não se sentiria a vontade para apresentá-lo `a sua família, ou homens com esse perfil lhe afastam do que havia sonhado para sua vida, pare de namorar por um período de tempo, analise sua vida e ore muito. Deus tem algo melhor, e se você permitir, Ele lhe guiará rumo a um relacionamento maravilhoso, que será a mais pura evidência da graça de Deus.

*Joanne Truner é um psideudônimo.

Esse artigo foi publicado originalmente na revista Women of Spirit.

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