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HISTÓRIA

O Trabalho de Publicações foi Essencial no Início da Igreja Adventista.

O Trabalho de Publicações foi Essencial no Início da Igreja Adventista.

Publishing

Urias Smith, à direita, e outros líderes da editora Adventista revivem em 1890, os primeiros dias do ministério de publicações da igreja [todas as fotos são cortesia do Departamento de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa]

Elizabeth Lechleitner

Em julho de 1849, Tiago White colocou algumas cópias da “A Verdade Presente”, em uma maleta emprestada e caminhou quase treze quilômetros, até o correio da cidade de Middletown, Connecticut, Estados Unidos. Ele estava dando os primeiros passos na direção do que viria a ser um ministério mundial de publicações.

Semanas antes, esse pobre jovem pioneiro da Igreja Adventista convenceu uma editora local a publicar mil exemplares da primeira edição do que hoje é conhecido como revista “Adventist Review” [Revista Adventista]. White convenceu a editora que as doações dos Adventistas Sabatistas cobririam os custos de impressão de 64,50 dólares. Ele estava certo.

“Quando Deus está no controle de alguma coisa, o que parece impossível é somente uma oportunidade para que o Espírito Santo realize um milagre”, disse Wilmar Hirle, atual Diretor Associado do Ministério de Publicações da igreja mundial.

A revista transformou-se no que o historiador adventista George Knight chamou de “provavelmente o instrumento mais efetivo para unir o corpo de crentes que se tornariam os Adventistas do Sétimo Dia 1860.”

Na década de 1840, havia apenas algumas poucas centenas de Adventistas Sabatistas, mas esse número cresceu para 3.500 em 1863, quando a Igreja Adventista foi oficialmente estabelecida. Os periódicos da época do início da Igreja impulsionaram o evangelismo e também trouxeram um senso de comunidade espiritual entre os primeiros fiéis. Mais tarde, as publicações possibilitaram a extensão das oportunidades ministeriais tradicionalmente limitadas a pastores.

Em 1844, quando os Mileritas esperaram equivocadamente a Segunda Vinda de Cristo, os primeiros fiéis já haviam distribuído de forma surpreendente oito milhões de peças literárias, disse Hirle. O editor Joshua Himes de Boston, Massachusetts, publicou os tratados do Sábado e gráficos que ilustravam as profecias de Daniel e Apocalipse, que acompanharam os sermões de William Miller, em pequenas igrejas, em todo o nordeste dos EUA.

A primeira edição da The Present Truth” foi publicada em julho de 1849. A revista foi o instrumento que uniu os primeiros Adventistas Sabatistas e hoje é conhecida como “Adventist Review.” Mas isso só aconteceu em 1848, depois que a pioneira e profetiza, Ellen White, recebeu a visão de que seu marido Tiago deveria lançar a revista. Depois desse evento, o ministério de publicações adventista começou de verdade.

Em visão, White disse que Deus instruiu Tiago a “imprimir um folheto e enviá-lo às pessoas.” Apesar das dificuldades financeiras do casal, White disse ter tido a garantia de que, com fé, a revista seria “como raios de luz , iluminando ao redor do mundo” (Life Sketches pg. 125).

As primeiras edições de “The Present Truth” foram um apoio para que os líderes da igreja pudessem esclarecer o que aconteceu em 1844, discutir doutrinas emergentes como as Três Mensagens Angélicas e, acima de tudo, desvendar a verdade do Sábado. Com efeito, foi a verdade do Sábado que levou a igreja a fundar sua primeira editora.

Tiago e Ellen White, entre outros fundadores da igreja, ficaram cada vez mais preocupados com o fato de que a revista que proclamava a verdade do Sábado estava sendo impressa por uma editora que muitas vezes funcionava no Sábado, disse Hirle.

Portanto, em 1853, os primeiros Adventistas votaram para estabelecer uma casa publicadora em Nova Iorque. E este lugar tornou-se uma casa no sentido literal: os primeiros líderes de publicações moravam e trabalhavam juntos em uma casa alugada, em Rochester. O pioneiro Adventista Hiram Edson, havia recentemente vendido sua fazenda e emprestou os recursos para a compra da impressora manual Washington. A máquina levou 3 dias  para produzir uma cópia do que mais tarde foi chamado de “The Second Advent Review and Sabbath Herald” (Revista do Segundo Advento e Arauto do Sábado).

Sem dinheiro para comprar um cortador de papel, diz-se que o pioneiro Urias Smith aparou as arestas das revistas com seu canivete. Anos depois, Smith escreveu: “Calejamos nossas mãos na operação, e muitas vezes os folhetos não eram tão alinhados e corretos quando as verdades que continham.”

Em 1855, o ministério de publicações da igreja mudou-se para Battle Creek, Michigan, e  Smith, aos 23 anos, trabalhou como editor, exercendo uma função que ele manteria por vários anos de sua vida.

Enquanto o ministério de publicações da igreja continuava a crescer na metade do século dezenove, o jovem imigrante canadense George King, desenvolveu a ideia de vender assinaturas das publicações adventistas. Ele procurava uma nova fonte de ministério depois que Tiago White o estimulou a explorar uma profissão além da atividade tradicional de pastor.

“Tiago lhe pediu para pregar um sermão. Foi um desastre,” disse Hirle. “Então ele indicou a colportagem.”

Nos Estados Unidos e no Canadá, os esforços de George King pregando de casa em casa, ao invés de fazê-lo do púlpito, ajudaram a estabelecer o Adventismo como uma denominação mundial. No final da década de 1870, King vendia livros e assinaturas de revistas como “Os Sinais dos Tempos”. Em 1903, a Igreja Adventista havia alcançado 70 países do mundo. “Em muitos desses lugares, [a igreja] só se fez presente devido à colportagem,” disse Hirle.

O missionário Adventista Arthur Carscallen fundou a Editora Africana, em 1913. Carscallen foi um dos vários líderes da igreja que ajudaram a expandir o Adventismo ao redor do mundo através dos ministérios de publicações. Mais tarde, o ministério da página impressa cresceu, e o primeiro estudante colportor começou a trabalhar no ofício em meados de 1900. Hoje, mais de 20.000 estudantes adventistas passam suas férias escolares vendendo livros como meio de angariar fundos para cobrir os custos escolares e para compartilhar a mensagem adventista de esperança.

Assim como a colportagem, o ministério de publicações da igreja também cresceu, e permanece no “coração” do Adventismo, disse Hirle.

Recentemente, a Igreja Adventista embarcou em uma distribuição em massa de uma adaptação moderna do livro “O Grande Conflito”, escrito por Ellen White, que destaca grupos de pessoas que preservaram uma forma autêntica de cristianismo ao longo da história. Os membros da igreja ao redor do mundo distribuíram 100 milhões de cópias em 12 meses.

Hirle disse que a editor pioneiro Tiago White, muitas vezes lutou para encontrar apoio e superar os desafios financeiros durante os trinta anos em que escreveu, publicou e fundou editoras pelo mundo. Hoje, ele se surpreenderia ao ver como o ministério de publicações é apoiado pela igreja.

“Acho que ele ficaria muito feliz se pudesse ver que hoje uma editora imprime em um dia o que ele imprimia em um ano,” disse ele.

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