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HISTÓRIA

Adventist denomination emerged amid debate over church structure

Adventist denomination emerged amid debate over church structure

James White

James White turned down a nomination to become the first president of the Seventh-day Adventist Church, fearing some would see it as a power grab following his long call for a formal church structure. [photos courtesy Office of Archives, Statistics and Research]

Elizabeth Lechleitner

“Por volta de 1854, o movimento quase se desfez pois não podiam pagar seus ministros. A situação chegou a tal ponto que [John Norton] Loughborough precisou pedir um pedaço de pão”, disse o historiador Adventista David Trim. “Ele não conseguia nem o sustento para sua família”.

Profundamente desanimados, Loughborough, John Nevins Andrews e outros se retiraram para Waukon, Iowa, em 1856, onde planejavam morar e servir como missionários. Mas o ambiente rural proporcionava poucas oportunidades de pregação, e as intempéries forçaram Loughborough a trabalhar como carpinteiro ao invés de fazendeiro.

Pouco tempo depois, Ellen e Tiago White fizeram uma visita inesperada para verificar a situação dos obreiros aparentemente inadimplentes.

“[Ellen] encontrou-se com Loughborough e disse-lhe três vezes: ‘O que fazes aqui, Elias?’, e constrangeu-o a trabalhar novamente”, disse Trim. White estava se referindo ao profeta do Velho Testamento, que desconfiou de Deus e se escondeu em uma caverna.

“Mas esse foi o momento em que perceberam que precisavam encontrar uma maneira de apoiar aqueles ministérios, o que significava que cada igreja precisava de um tesoureiro”, disse Trim.

A história destaca o ato de equilíbrio que os primeiros Adventistas enfrentaram: ainda recusavam o pensamento de adotar uma igreja com estrutura formal, mas foi tornando-se cada vez mais claro que o zelo por si só não era suficiente para espalhar a mensagem do evangelho de modo eficaz.

Entretanto, até o assunto sobre o avanço da igreja era preocupante.

No final dos anos de 1840, o movimento do Advento consistia em grupos esparsos vagamente conectados por meio de periódicos como a “Advent Review & Sabbath Herald” e esporádicas Reuniões Sabatistas, onde os fiéis se encontravam para discutir e, com frequência, debater sobre os melhores pontos da doutrina. “Quase ninguém concordava entre si,” disse Ellen White sobre a segunda reunião dessa natureza, em 1848.

Em 1863, 20 delegados reuniram-se nesse prédio em Battle Creek, Michigan, com o propósito de organizar a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, criando uma estrutura formal para o movimento. Segundo o historiador Adventista George Knight, seria necessária “uma liderança forte e objetiva para formar um corpo de fiéis dentro das condições caóticas do Adventismo pós-desapontamento”.

Apesar dos persistentes temores de que a estrutura da igreja equivalia a “Babilônia”, ou favorecia a religião organizada sobre a simplicidade do evangelho, líderes como o casal White e Joseph Bates estavam cada vez mais firmes em seu chamado para a estrutura.

Assim, argumentaram que a organização formal daria à igreja primitiva a base financeira e jurídica de que tanto precisava para comprar propriedades para igreja, pagar e enviar pastores e determinar como as congregações locais deveriam se relacionar umas com as outras e com a liderança da igreja.

Tiago White foi mais longe, sugerindo que a estrutura era a solução para uma boa administração. Em uma edição de 1860 da Review, ele disse ser “perigoso deixar com o Senhor o que Ele nos confiou, conformando-se com a situação e trabalhando pouco”. Ele estava especialmente preocupado com o ministério de publicações da igreja, que desejava realizar de forma devidamente segurada “na forma legal”.

O impulso para a causa cresceu nos meses que precederam o que se tornaria um divisor de águas: uma reunião de negócios em Battle Creek, Michigan, em outubro de 1860. Lá, White desafiou seus rivais a encontrar uma passagem bíblica contra a organização. Como não encontraram, o grupo avançou. Eles adotaram uma constituição para incorporar legalmente a associação de publicações da igreja, advertindo igrejas locais a “manter as propriedades ou prédios de suas igrejas, legalizadas”. Nessa ocasião, foi escolhido um nome para os esparsos fiéis: Adventistas do Sétimo Dia.

Em meados de 1861, em outra reunião de negócios em Battle Creek, os líderes da igreja no Centro-Oeste fizeram mais três recomendações que foram acrescentadas à fundação que haviam construído no ano anterior. Eles incorporaram oficialmente a Associação Adventista do Sétimo Dia de Publicações, apoiaram a formação de associações estaduais e distritais e exortaram as igrejas locais a manter registros financeiros e de adesão atualizados.

John Byington foi o primeiro presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Os fiéis do leste dos EUA reagiram de forma enérgica, rejeitando as recomendações que haviam recebido e acusando White e seus apoiadores no Centro-Oeste de apostasia, disse Knight.

White atribuiu o impasse ao silêncio dos proeminentes líderes da igreja ao tema da organização, disse Knight. Ellen White concordou, lamentando a falta de "coragem moral" entre os líderes que não se pronunciaram. Ela havia recebido uma visão indicando que a real “Babilônia” era a confusão e o conflito que advinham da desorganização.

“Ao invés de sermos um povo unido, que cresce e se fortalece, estamos em muitos lugares, mas não somos muito melhores do que cacos quebrados, que ainda estão espalhados e enfraquecidos. Quanto tempo devemos esperar?”, Tiago White escreveu na Review, em agosto de 1861.

Pouco tempo depois, o apoio à organização começou a aumentar. Em outubro, os Adventistas em Michigan foram os primeiros a organizar uma associação estadual. Durante os doze meses seguintes, os fiéis em mais seis estados dos Estados Unidos seguiram o exemplo. Com exceção de alguns teimosos no leste, em 1862 o movimento para a organização parecia incontrolável.

Mas, sem um corpo diretivo superior, líderes como Tiago White, Joseph Harvey Waggoner e Andrews preocupavam-se com a possibilidade de a igreja perder os benefícios da organização. Sugeriram, então, que a associação de cada estado enviasse um ministro, ou “delegado” para uma reunião de negócios, ou uma “associação geral”. A necessidade de um ministério pastoral confiável foi o fator determinante. White argumentou que se os pastores tinham o direito de receber doações sistemáticas, a Igreja tinha o direito de ter um “trabalho sistemático”.

Portanto, em maio de 1863, 20 delegados (10 dos quais representavam a Associação de Michigan) reuniram-se em Battle Creek para organizar a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia “com o propósito de garantir a unidade e eficiência do trabalho e promover os interesses gerais da causa da verdade presente, aperfeiçoando a organização dos Adventistas do Sétimo Dia”.

Os delegados também adotaram um modelo de constituição para as associações estaduais e elegeram os três principais oficiais da denominação: presidente, secretário e tesoureiro. Embora eleito por unanimidade, Tiago White recusou a presidência, temendo que a posição pudesse manchar sua campanha para a organização como “uma armadilha calculada por poder pessoal”, disse Knight. Em vez disso, John Byington serviu como o primeiro presidente da denominação.

Mas o homem por trás da criação da maneira de tomar decisões para a igreja já era uma de suas mais poderosas influências. White havia introduzido o conceito de que, se as ações e práticas não fossem “proibidas pela Bíblia e não violassem o bom senso”, eram legítimas, disse Knight. Esse conceito desafiou a interpretação estritamente literal da Bíblia, favorecida pelos primeiros Adventistas.

“Possuir o mais estrito entendimento teria prejudicado profundamente a igreja ao mover-se pelo tempo e cultura”, disse Knight.

Com uma compreensão mais ampla e aceitação da estrutura, a igreja estaria melhor equipada para aprimorar sua identidade doutrinária e organizar-se para a missão.

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